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Sensei Takumi Nishimoto

Sensei Takumi Nishimoto



Takumi Nishimoto, paulista nascido na região de Bastos em 15/11/1941, criado em Oswaldo Cruz, teve uma infância como a maioria dos descendentes japoneses da época.

Nesta cidade do interior teve a liberdade e os afazeres de todos aqueles que vivem da terra. Seus pais vieram do Japão já com um filho, e aqui tiveram mais três.

Ainda no interior treinou Judô, mas não se identificou. Por ser muito franzino levava sempre a pior nos treinamentos.

Em 1960 chega à capital, junto de seu irmão foi morar na cidade AE Carvalho, trabalhando com alfaiataria e reforma de roupas. Em 1962, levado por um amigo, começou a treinar na extinta ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE KARATE, com o Mestre Shikan Akamine, os treinos eram de Goju-Ryu e ele tinha como professores Sensei Ryuzo Watanabe, Sadao e etc..., a nata do karate brasileiro.

As dificuldades eram grandes, treinava duas vezes por semana, terças e quintas (quando conseguia). Ao término de cada treino saía correndo da Rua Tabatinguera e tinha 15 minutos para chegar à estação Brás para pegar o ônibus, senão teria que esperar por mais de meia hora até o próximo ônibus passar.

Em 1966, teve como reconhecimento do seu esforço o direito de usar a Faixa Preta.
Após isso, casou-se e teve que se ausentar durante um período do Karate. Como nada acontece por acaso, anos mais tarde quando seu primeiro filho tinha uns 5 anos, mudou-se para o bairro do Belém e resolveu matricular seu filho numa academia de Judô.

Ao levar seu filho, reparou que naquele dia a aula era de Karate. Sem deixar sua humildade de lado, voltou a treinar portando a Faixa Branca. A academia em questão era a MITO e o Sensei era Mariano Toyama. Agora, treinava Shorin-Ryu. Teve a permissão de usar novamente a Faixa Preta em 1973.

Nesta época já acompanhava o Mestre Yoshihide Shinzato. Permaneceu na MITO por muitos anos, até o falecimento do Sensei Toyama. Após este acontecimento, os alunos assumiram as aulas, mas o Sensei Nishimoto começou a ministrar treinamento em algumas outras academias. Fundou a BUSHIDO-KAN onde ficou por um ano, quando desfez a sociedade e voltou a dar aulas em academias por São Paulo.

Durante a visita do Mestre Katsuya Miyahira ao Brasil no ano de 1991, foi elogiado pelo mesmo. Segundo o Mestre, seu kata era muito técnico, com movimentos e bases firmes.

Alcançou o 7º DAN em 25 de setembro de 2004, grau este reconhecido pelo Mestre Yoshihide Shinzato. O Sensei Nishimoto foi um dos primeiros a alcançar este grau pela Shorin-Ryu na capital de São Paulo. Durante anos participava das aulas especiais em São Paulo e descia uma vez por mês até a baixada santista para treinar com o Mestre Shinzato na matriz.

Em 2009, participou da aula especial somente para Kodanshas da IUSKF [1], ministrada pelo Mestre Maeshiro (10º DAN).

Sempre teve o objetivo de formar cidadãos, passando para seus alunos que a cor da faixa é simplesmente uma conseqüência do esforço do treinamento no dojo e nunca uma premiação.

É professor de karate da Associação Atlética Banco do Brasil [2] desde 1994 e tem seu próprio dojo, NISHIMOTO BUDO KAI [3].
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[1] International Union Shorin-Ryu Karate-Do Federation.
[2] Associação Atlética do Banco do Brasil AABB-SP. www.aabbsp.com.br
[3] Dojo NISHIMOTO BUDO KAI. Rua Belarmino de Matos, 16 – Belém – São Paulo – SP.


Nota histórica: Esta biografia foi escrita pelo karateca Nelson Bertulucci. Durante anos de convívio, a cada conversa um detalhe era anotado e depois de muitos anos, o Nelson reuniu estes fragmentos e escreveu esta biografia do Sensei.
Nelson, milhares de karatecas agradecem o que você fez. Muito obrigado.




Nishimoto Sensei

 

Nishimoto Sensei


 


Há três anos, meu filho Fernando Rezende, então com 11 anos, resolveu não seguir os passos do pai e dos dois irmãos e ao invés do Judô, optou pelo Karatê na AABB, com o Sensei Nishimoto.
Hoje graduado na faixa laranja, Fernando é um garoto otimista, mais seguro e concentrado. Treina o kata até no banho e tem imenso apreço e respeito por seu mestre.
Ele sempre comenta que todos os garotos da sua idade deviam ter um Sensei Nishimoto como mestre, assim teria certeza que eles seriam "do Bem".
Meu muito obrigado e gostaria de registrar aqui meu profundo respeito ao Sensei Nishimoto.

Nilton Rezende.
17/04/2011 

Comecei a treinar Karate em 1989 por intermédio de um amigo que me convidou e tive a sorte de ter como primeiro e atual sensei o Sensei Nishimoto.
Confesso que quando comecei, tínhamos uma relação de professor/aluno.
Hoje a relação é de homem/homem, às vezes, pai/filho, às vezes amigo/amigo, mas sem esquecermos da relação professor/aluno.
Só tenho a agredecer todos os ensinamentos tanto de Karate quanto da vida, mesmo que estes ensinamentos não sejam falados, muitas vezes são passados em silêncio ou por atitudes.
Obrigado Sensei!

Nelson Bertulucci.
17/04/2011 
 International Union Shorin-Ryu Karate-Do Federation
 


Eu e meu irmão treinamos Karatê com o Sensei Nishimoto desde 2010 e, para ser sincero, quase não chegamos nem a começar...
Na época eu tinha acabado de parar com o boxe e procurava alguma arte marcial para treinar. Logo vi que a AABB oferecia curso de Karatê.
Fui ao setor administrativo do clube me informar sobre o treino e me disseram que não era treino, mas uma "escolinha" apenas.
Decidimos ir ver mesmo assim, mas nos atrapalhamos com o horário e não conseguimos pegar o início do treino e desistimos. Mas naquele mesmo dia, antes de sair do clube resolvemos tentar olhar mais uma vez, e ainda bem que o fizemos!
As aulas não podiam estar mais distantes de "só uma escolinha". Encontramos uma aula séria, com diversos aspectos tradicionais e extremamente puxada. Para ser sincero, até hoje nos leva aos nossos limites.
Desde então temos a sorte de treinar com um dos melhores e mais reconhecidos Sensei da Shorin, que jamais falta a uma aula, faça chuva ou faça sol.
Deixo meu agradecimento a esse mestre que virou nosso amigo.
Apesar de todos os calejamentos, treinos de base e flexões, treinar Karatê nos condiciona física e mentalmente.
Não há como dizer o quanto melhoramos desde que começamos, mesmo tendo iniciado há pouco tempo.
Mais uma vez obrigado.

Felipe Dimov.
19/04/2011. 


Algumas coisas acontecem por força maior que o acaso.
Há um ano, eu e meu irmão decidimos praticar uma arte marcial, e como ambos éramos associados à AABB, procuramos alguma modalidade dentre as disponíveis na associação. Posso falar por mim quando digo que a princípio não sabia nada sobre o Karate além de uma simpatia quase instintiva e rudimentar que tinha pela arte, então minha escolha, naquele momento, foi quase que às cegas. E meu primeiro contato foi quase desastroso, já que, então completamente sedentário, não conseguia acompanhar os exercícios rotineiros das aulas, de modo que o pensamento que me pareceu mais racional na época foi desistir.
Mesmo assim, encontrei uma insistência não habitual da minha parte em continuar no Karate, e pensando nos motivos, todas as linhas de raciocínio levam ao fato das aulas serem ministradas pelo Sensei Nishimoto.
Em três pontos principais:
- Na aula dele tudo é muito tradicional, nada é suavizado ou modificado intencionalmente para deixar o Shorin Ryu mais acessível (é um estilo difícil de se aprender), ou seja, há um comprometimento com as formas corretas e consagradas pelo tempo (pegue algum vídeo de Karate em Okinawa e verá que as aulas do Sensei Nishimoto estão no topo da qualidade);
- O clima durante as aulas é algo fora de qualquer padrão, com amizade, companherismo, e um bom humor e uma leveza de espírito que só poderiam ser associados à seriedade da arte por alguém com didática excepcional;
- E por fim, a admiração em relação ao Sensei, como professor, pessoa, e artista marcial, é fundamental para que nos sintamos inspirados e estimulados a levar adiante a arte (mesmo com os calejamentos, músculos tremendo de fadiga, e aquela dor nas pernas que às vezes não nos deixa sair da cama no dia seguinte!).
Basicamente, temos no Sensei Nishimoto um exemplo que nos permite extrair do Karate, além do preparo físico e técnico, também um caminho para um desenvolvimento intelectual baseado em honradez, dignidade pessoal e dedicação, nos moldes dos pensamentos dos grandes mestres do passado.
Pensando na sorte que temos por tê-lo como Sensei, sou levado a acreditar que foi algo mais que um simples acaso que nos levou a procurar o Karate naquele final de abril de 2010. O que exatamente, não sei, mas algo mais que o simples acaso, de qualquer maneira.
Obrigado Sensei!

Victor Dimov.
20/04/2011.

Meu irmão e eu começamos a treinar Karate Goju-Ryu em 2009 na nossa escola - Colégio Ricardo Rodrigues Alves.
Em 2010 me tornei Faixa Azul em Goju-Ryu, mas depois as aulas de Karate pararam na escola. Para continuar a treinar Karate, começamos a treinar na AABB-SP em Janeiro/2011. Nesse mês o Sensei Nishimoto deixou as aulas sob responsabilidade do Faixa Preta Nelson Bertulucci, e este foi nosso primeiro contato com o estilo Shorin-Ryu.
Começamos a receber aulas do Sensei Nishimoto em Fevereiro/2011. No dia 21/04/2011 nós fomos convocados e participamos da Avaliação para a troca de faixa. Estamos satisfeitos com o resultado seja ele qual for, pois os treinamentos são muito bons e nós amamos a arte marcial Karate-Do.
Agradecemos o Sensei Nishimoto pela forma carinhosa e firme como nos tem ensinado a lutar e viver corretamente. Muito obrigado.

André e Lucas Jacomo da Silva.
23/04/2011. 

 

 

 

 





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