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A competição no Karatê-Dô

A competição no Karatê-Dô

Liliane Adriane de Jesus
Liliane Adriane de Jesus
30 Setembro 2007 na Associação Atlética do Banco do Brasil AABB


As competições não são o objetivo final do Karatê. Elas são um meio para que o praticante faça sua autoavaliação técnica e emocional. Não importa que o indivíduo ganhe ou perca, o relevante é o seu crescimento como praticante e como pessoa.

O que se analisa e se exige dos lutadores em uma competição de Karatê é a eficiência na execução dos movimentos, ou seja, a dinâmica corporal utilizada para se aplicar os golpes, e não tão somente a velocidade ou o contato. Isso exige um grande domínio físico (postura, força) e mental (kime, zanshin) por parte do lutador. "Perder-se na beleza dos movimentos ou apenas buscar pontos numa luta não levam à perfeição!" [Nakayama]

Por isso, em muitas competições de Karatê não existe divisão de pesos. O lutador cujo físico é pequeno poderá vencer o grande, se for treinado de maneira correta. Ele deverá estar preparado para enfrentar qualquer adversário, seja qual for o seu tamanho.

As modalidades de competição são:

  • Kata: execução de sequências pré-determinadas de defesa e ataque, com aplicações (para equipes).
  • Kumite: combate individual ou por equipes.
  • Enbu: teatro marcial; aplicação dinâmica das técnicas de Karatê (em duplas).
  • Fuku Go: disputa individual que engloba Kata e Kumite (alternando a cada rodada).

    Competições constituem apenas uma pequena parte do que é o Karatê-Dô.

    Okinawa iniciou relações comerciais com a China em 1350, momento em que diversos sistemas de lutas foram introduzidos nas ilhas Ryukyu.

    O mestre Gichin Funakoshi nasceu em 1868 (Shuri, Okinawa).

    Para se ter uma ideia de como a competição é uma parte recente do Karatê-Dô, basta verificarmos que Funakoshi O'Sensei fez a primeira demonstração formal de Karatê-Dô para Shintaro Ogawa em 1902 e a primeira competição só ocorreu em 1957 (Tóquio, no ginásio Metropolitano).

    Existem mestres que não treinam seus alunos para competições. Como exemplo disso posso citar o estilo Shotokai.
    Na arte marcial japonesa denominada Aikidô também não há competições.




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